
O desenvolvimento da inteligência emocional passa, antes de tudo, pelo autoconhecimento. Essa foi uma das principais reflexões trazidas por Letícia Campos Peukert, Embaixadora Febracis para a região norte do RS, em entrevista a Rádio Cidade Ibirubá, ao abordar como emoções, crenças e padrões construídos ao longo da vida impactam decisões, relações e resultados.
Segundo ela, muitas limitações enfrentadas pelas pessoas nascem de medos e crenças internalizadas ainda na infância. “A maior parte das crenças que nós temos na vida adulta foi formada muito cedo. E, muitas vezes, elas nos boicotam sem que a gente perceba”, afirmou.
Para Letícia, compreender essas estruturas emocionais é decisivo para romper bloqueios. “O medo protege, mas também pode paralisar. Quantas pessoas têm sonhos, ideias, projetos, mas não agem por medo do julgamento?”, questionou.
A especialista também ressaltou que inteligência emocional não significa ausência de emoções difíceis, mas aprender a lidar com elas. “É ter a emoção certa, na hora certa e na intensidade certa”, definiu.
Outro ponto destacado por ela foi a autorresponsabilidade. Para Letícia, culpar fatores externos enfraquece a capacidade de transformação. “Quando terceirizamos a responsabilidade pela nossa vida, nos colocamos em posição de vítima”, observou.
Na avaliação da entrevistada, esse processo começa ao olhar para dentro. “Quando ilumino meu interior, já não preciso apontar a sombra do outro”, reforçou, ao defender menos julgamento e mais consciência.
Durante a entrevista, Letícia também abordou como crenças familiares e palavras repetidas ao longo da infância moldam identidades e comportamentos na vida adulta. Segundo ela, pais e mães exercem papel decisivo nesse processo. “As palavras têm poder. Quando você afirma para um filho que ele é capaz, você fortalece a identidade dele”, pontuou.
A relação entre inteligência emocional e liderança também ganhou espaço na conversa. Com experiência em gestão de pessoas, ela afirmou que muitos conflitos em empresas e equipes têm origem em reações emocionais mal conduzidas. “Muitos líderes reagem em vez de responder com consciência. E isso impacta ambientes, resultados e relações”, avaliou.
Outro aspecto destacado foi a importância de buscar ajuda e aprendizado contínuo. Para Letícia, orgulho e resistência ainda impedem muitas pessoas de enfrentarem suas próprias dores. “Às vezes, a pessoa precisa apenas de novas ferramentas para lidar com velhos problemas”, disse.
Ela também chamou atenção para o conceito de vida em abundância, defendendo que equilíbrio emocional influencia não apenas relações pessoais, mas também sono, saúde, produtividade e prosperidade. “Ninguém precisa viver em sofrimento permanente. É possível viver com mais leveza, paz e abundância, mas isso exige humildade para aprender e pedir ajuda”, concluiu.




















