
Há pessoas que passam pela história de uma cidade. E há aquelas que ajudam a preservá-la com carinho, sensibilidade e respeito. Em Ibirubá, Vanessa Schwanke Fontana Rebelato se tornou uma dessas guardiãs da memória ao reunir relatos, fotografias, curiosidades e informações sobre as soberanas do município, em um trabalho que foi além da beleza dos concursos e revelou o valor afetivo, cultural e histórico de cada faixa, coroa e representação.
Durante participação no programa Momento Estrela Guia, na Rádio Cidade Ibirubá, Vanessa compartilhou detalhes desse resgate que mobilizou famílias, despertou lembranças e reconectou a comunidade com seu passado. Segundo ela, o trabalho nasceu da vontade de valorizar histórias que não poderiam se perder com o tempo. “A gente visitava as pessoas, conversava com elas, recebia fotos, ouvia histórias. Muitas ainda guardavam coroas, faixas e lembranças com muito carinho”, relatou.
Mais do que contar quem foram as soberanas, o projeto também buscou reconstruir o cenário de cada época, trazendo à tona acontecimentos marcantes do município. “A gente não falava só da rainha. A gente buscava o que estava acontecendo naquele ano em Ibirubá, o que marcou aquele período”, explicou.
A forte ligação com esse universo também vem da própria trajetória de Vanessa. Ao longo da juventude, ela participou de diversos concursos, foi rainha da Indústria e Comércio, senhorita Turismo e mais bela estudante, além de conquistar o título de Miss Ibirubá, que a levou a representar o município no Miss Rio Grande do Sul. “Esses concursos, quando são sérios, ensinam muito. A gente aprende desde postura até como se comunicar. É uma evolução como pessoa”, destacou.
A vivência prática fez com que ela compreendesse o verdadeiro papel de uma soberana. “Tu não tá ali só por ti. Tu tá representando um município, uma história, uma comunidade inteira”, afirmou, ressaltando a responsabilidade envolvida em cada escolha.
A receptividade da comunidade ao trabalho de resgate foi um dos pontos que mais marcaram Vanessa. Pessoas de diferentes cidades procuravam contribuir com relatos e materiais. “Tinha gente que nem morava mais aqui, mas vinha visitar a família e fazia questão de conversar com a gente. Era algo que mexia muito com as pessoas”, contou.
Para ela, preservar essas histórias é também uma forma de inspirar novas gerações e resgatar o valor cultural desses eventos. “Isso abre portas, dá oportunidade, faz a pessoa crescer. Muitas vezes é uma experiência que muda a vida”, disse.
Guardando até hoje suas faixas, coroas e lembranças, Vanessa resume o sentimento que move esse trabalho. “Tudo isso faz parte da minha história. E quando a gente compartilha, a gente ajuda a manter viva a história da nossa cidade”, concluiu.





















