12 de Junho, 2026 09h06mRodovias por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Costella atribui atrasos a ajustes técnicos e garante conclusão das rodovias do Alto Jacuí

Série de reportagens vai contar a trajetória das obras da ERS-451 e da ERS-510, marcadas por mudanças de projeto, aumento de custos, paralisações e sucessivas revisões de cronograma

Deputado afirma que recursos estão assegurados para as obras da ERS-506, ERS-510 e ERS-451 e sustenta que mudanças nos projetos foram necessárias para garantir qualidade e durabilidade dos pavimentos.

 

As obras das rodovias do Alto Jacuí dominaram a entrevista concedida pelo deputado estadual Juvir Costella (MDB), ex-secretário de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul, para a Rádio Cidade 104.9 FM de Ibirubá. Ao comentar os projetos da ERS-506, ERS-510 e ERS-451, o parlamentar reconheceu a insatisfação da população com os atrasos, mas afirmou que os recursos permanecem garantidos e que os empreendimentos serão concluídos.
Costella destacou que, quando assumiu a secretaria, muitas das ligações asfálticas aguardadas pela região sequer possuíam perspectiva concreta de execução. Segundo ele, o cenário mudou a partir da reorganização financeira do Estado e da criação de mecanismos para viabilizar investimentos em infraestrutura.
“Enquanto fui secretário, não prometi nenhuma estrada. O que eu disse foi que nós faríamos as obras e essas são algumas rodovias que começaram e vão terminar”, declarou.
Ao abordar os atrasos, o deputado afirmou que os problemas enfrentados não estão relacionados à falta de dinheiro, mas a questões técnicas que surgiram durante a execução dos projetos. Entre os fatores citados estão alterações de traçado, desapropriações, adequações exigidas pela fiscalização, reequilíbrios contratuais e mudanças nos materiais previstos inicialmente.
Um dos principais exemplos apontados por Costella foi a substituição do modelo de pavimentação originalmente projetado. Conforme explicou, estudos de tráfego identificaram um volume de veículos pesados superior ao previsto, exigindo a adoção de um pavimento mais resistente.
“O estudo mostrou que o asfalto inicialmente previsto não suportaria o fluxo de caminhões. Daqui a dois ou três anos estaria se soltando. Por isso foi preciso mudar para o CBUQ, que é o asfalto utilizado nas rodovias e oferece muito mais durabilidade”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a alteração elevou os custos e exigiu novas análises técnicas, mas garantirá uma vida útil maior às obras. Ele destacou que o quilômetro de pavimentação atualmente pode ultrapassar R$ 3 milhões, dependendo das condições do terreno e das características do projeto.
Ao comentar especificamente as obras conduzidas pelo modelo do Comaja, Costella reconheceu que houve lentidão no cronograma, mas ressaltou que a execução não está paralisada. Para ele, parte da população acaba associando a ausência de máquinas na pista à interrupção das obras, quando muitas etapas estão ocorrendo nos setores de engenharia e análise técnica.

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“Às vezes a obra não está com máquinas trabalhando na estrada porque está na fase de ajustes de projeto, estudos ou liberações técnicas. Isso faz parte do processo e não significa que ela parou”, explicou.

O deputado também afirmou que a fiscalização rigorosa do Estado é uma das razões para a demora em determinadas etapas. Segundo ele, materiais inadequados ou serviços fora das especificações não são aceitos.
“Obra mal feita não é paga. Se o material não atende ao projeto, precisa ser corrigido. Estamos falando de dinheiro público e de rodovias que precisam durar muitos anos”, destacou.
Sobre a ERS-506, Costella afirmou que o trecho já executado demonstra a qualidade do projeto e garantiu que a continuidade da obra permanece entre as prioridades do governo estadual. Ele também reforçou que a ERS-510 e a ERS-451 possuem recursos assegurados e fazem parte do conjunto de investimentos que deverão avançar nos próximos meses.
“O dinheiro está reservado, os projetos estão definidos e essas rodovias vão acontecer. Não existe risco de abandono. O que existe é um processo técnico que precisa ser cumprido para entregar uma estrada com qualidade”, afirmou.
Ao encerrar o tema, Costella disse compreender a cobrança da população, mas defendeu que obras estruturantes exigem planejamento e fiscalização. Para ele, o mais importante é que as ligações asfálticas aguardadas 

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