04 de Fevereiro, 2025 09h02mJornal O Alto Jacuí por Redação Integrada Rádio Cidade de Ibirubá e Jornal O Alto Jacuí

Jornal O Alto Jacuí: 50 anos de história contados em uma noite de homenagens

Realizado pela família Guimarães, o Jornal O Alto Jacuí vai comemorar 50 de muita informação e credibilidade

A história de Justino se confunde com a do jornal e com a de Ibirubá. De um lado, um homem apaixonado pela comunicação, resiliente diante dos desafios. Do outro, um semanário que se tornou a voz da cidade, atravessando décadas de mudanças sem perder sua essência.

A máquina de tipografia fazia um barulho ritmado, quase musical. O cheiro da tinta fresca se espalhava pelo pequeno espaço da Gráfica Mérito, enquanto Justino Guimarães Neto passava os olhos pela prova do que seria a próxima edição de seu jornal.
Com um café forte ao lado da velha máquina de escrever, ele revisava cada linha com atenção. Não era só um jornal. Era um compromisso. Um pacto silencioso entre ele e a comunidade de Ibirubá, que esperava ansiosa pela nova edição do Alto Jacuí.
Agora, 50 anos depois, essa mesma dedicação será lembrada em uma noite especial. No dia 28 de fevereiro, na Spazio, o cinquentenário do jornal será celebrado com um jantar de homenagens, o lançamento de um documentário emocionante e a entrega do Troféu Justino Guimarães Neto, reconhecendo aqueles que fizeram parte dessa trajetória.
A história de Justino se confunde com a do jornal e com a de Ibirubá. De um lado, um homem apaixonado pela comunicação, resiliente diante dos desafios. Do outro, um semanário que se tornou a voz da cidade, atravessando décadas de mudanças sem perder sua essência.
No documentário que será exibido na comemoração, imagens antigas mostram as primeiras edições do jornal, a tipografia manual, a pequena equipe se desdobrando para garantir que a informação chegasse às mãos dos leitores. Em um trecho, Mônica Guimarães, filha de Justino, relembra:
"O pai fazia tudo. Escrevia, editava, revisava... E ainda era ele quem fazia o café!"
Outro momento emocionante é a relação de Justino com a barragem em XV de Novembro, onde ele encontrava descanso, mas sem nunca deixar de lado o jornal. Vinícius Guimarães, neto do jornalista, conta:
"No final da vida, ele ia para a cidade só para levar o editorial. Depois voltava para cá. Esse era o refúgio dele."
A noite de celebração no Spazio não será apenas uma festa. Será um reencontro com a memória e o legado de um jornal que moldou a identidade da cidade. O evento marcará também o lançamento de um caderno especial, unindo a comemoração dos 50 anos do Alto Jacuí com os 70 anos de Ibirubá, em uma edição histórica.
Se Justino estivesse presente, talvez olhasse para a sala cheia, veria o brilho nos olhos dos que fizeram parte dessa jornada e escreveria a manchete perfeita:
"50 anos não são 50 dias!"
E ele estaria certo. O Alto Jacuí chega ao seu cinquentenário reafirmando sua missão de informar, registrar e preservar a história de Ibirubá e do Alto Jacuí. Uma história que não termina aqui—porque os jornais que marcam uma cidade nunca deixam de ser escritos.

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