06 de Abril, 2026 09h04msemana santa por ANDREI GRAVE

Semana Santa mantém tradição do consumo de peixes com preços mais acessíveis em 2026

Tilápia lidera vendas e preços surpreendem ao ficarem abaixo de 2025

Procura cresce nas vésperas da Sexta-feira Santa, com destaque para a tilápia e o salmão, além de carpas; planejamento antecipado garantiu valores menores mesmo diante da alta do diesel

A chegada da Semana Santa voltou a aquecer a procura por peixes, tradição mantida por famílias que substituem a carne vermelha por pescado, especialmente na Sexta-feira Santa. Em 2026, além da variedade de opções disponíveis, um fator chama atenção do consumidor: os preços mais baixos em comparação ao ano passado, contrariando a expectativa de aumento diante da elevação do diesel.
Na Peixaria Pôr do Sol, a movimentação já refletia o comportamento típico do período, com freezers abastecidos e clientes em busca das opções mais procuradas. O atendimento é conduzido pelo casal Eduarda Bock Sperling e Samoel Sperling, que estão à frente do negócio e acompanham de perto a alta demanda característica desta época do ano.
A tilápia segue como o principal destaque de vendas, consolidando-se como a escolha preferida pela facilidade no preparo e pela aceitação entre adultos e crianças. Eduarda Bock Sperling destacou que o produto mantém procura constante ao longo de todo o ano, mas ganha ainda mais força neste período. “É um peixe que sai o ano inteiro, todo mundo conhece, não tem espinha e as crianças gostam muito, então os pais procuram bastante pela facilidade”, afirmou.
Além da tilápia, o salmão aparece como segunda opção mais procurada, especialmente entre consumidores que buscam um produto diferenciado. Sobre a variação de preços, Eduarda explicou que o produto depende diretamente do mercado externo. “O salmão varia toda semana, porque ele vem do Chile, então depende muito dos valores de lá. A gente já vendeu a R$ 99 e agora está segurando em R$ 125 o quilo”, ressaltou.
Mesmo com o aumento recente do diesel, os preços praticados neste ano surpreendem positivamente. Conforme relatado por Eduarda, a antecipação nas compras foi decisiva para evitar reajustes imediatos. “A gente vem há um mês se programando para a Semana Santa. Conseguimos pegar uma leva grande antes do aumento, então esse estoque não sofreu impacto. Provavelmente os próximos pedidos já virão com reajuste”, explicou. Com isso, o filé de tilápia está sendo comercializado a R$ 55 o quilo, valor inferior ao registrado em 2025.
Outro diferencial do estabelecimento é a produção própria de algumas espécies, o que contribui para manter a qualidade e ampliar a oferta. Eduarda Bock Sperling destacou que, em períodos de menor movimento, a equipe também realiza o processamento de produtos no local.

“A gente produz carpa, tilápia e filé de traíra. Isso ajuda a manter a qualidade e atender o cliente com produto fresco”.

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A variedade disponível é outro fator que impulsiona o movimento na Semana Santa. A peixaria chega a oferecer cerca de 30 espécies entre peixes de água doce, salgada e frutos do mar. Entre as novidades deste ano estão itens diferenciados que ampliam as opções de preparo. “Todo ano a gente tenta trazer algo diferente. Esse ano temos caranguejo, camarão do P ao GG, tentáculos de polvo e até kit pronto para paella”, destacou Eduarda.
Para quem busca praticidade, a linha de produtos prontos também ganhou espaço. Segundo a empresária, a procura por itens que facilitam o preparo cresceu nos últimos anos. “Tem filé empanado, bolinho de peixe, bolinho de bacalhau e o lombo de bacalhau já dessalgado, que é só preparar em casa”, explicou.

Seis anos de Peixaria
A história do negócio acompanha a própria tradição da data. Ao relembrar a trajetória da peixaria, Eduarda destacou o envolvimento da família na construção do empreendimento. 
“Já são seis Sextas-feiras Santas com a peixaria, mas antes disso a gente fez uma experiência que acabou sendo o começo de tudo, então são sete no total”, afirmou. Segundo ela, o trabalho começou de forma simples e foi se consolidando ao longo dos anos, fortalecendo o vínculo com a comunidade e ampliando a estrutura para atender a demanda crescente da Semana Santa.

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