
O que se ouviu na manhã do feriado de Carnaval, 17 de fevereiro, no entorno do ginásio da Escola General Osório, em Ibirubá, não foi música ou folia. Foram motores de roçadeiras, cheiro de grama recém-cortada e vozes de homens trabalhando lado a lado por um propósito comum: deixar o espaço pronto para receber os alunos no início do ano letivo.
A mobilização reuniu dez voluntários, cada um levando sua própria máquina — roçadeiras, cortadores de grama e equipamentos a gasolina — para enfrentar a vegetação alta que tomava conta dos quatro lados do ginásio. O trabalho começou por volta das 8 horas da manhã e seguiu por aproximadamente três horas, tempo suficiente para mudar completamente o cenário do pátio.
A iniciativa partiu da união de integrantes dos grupos Kime Interessa, Se Sentindo e da comunidade da Linha Pulador Sul. Após diálogo com a direção da escola e autorização para a entrada no espaço, o mutirão foi organizado com foco na manutenção preventiva, evitando que o custo recaísse sobre o CPM da instituição.
Em meio ao trabalho, mesmo com uma breve chuva que tentou interromper o ritmo, ninguém recuou. “A gente está fazendo uma parte social, ajudando a comunidade. Se todo mundo pudesse fazer um pouco, ajudar uma entidade ou outra, seria diferente. A gente não consegue estar em todos os lugares, mas sempre que dá, estamos juntos. É melhor ajudar do que ser ajudado”, afirmou Jeferson Conrad, que destacou que o grupo já participou de outras ações solidárias, como doação de sangue e apoio durante o período das enchentes.
O vereador Vagner Oliveira, que também integrou a força-tarefa e articulou o contato com a escola, reforçou o caráter coletivo da ação. “São grupos diferentes que se integraram. Veio ao encontro de uma necessidade da comunidade escolar. Tudo isso gera gasto para o CPM, então resolvemos contribuir. A ideia é manter essa parceria, ser amigos da escola e ajudar sempre que for preciso”, declarou.
Para ele, o feriado teve um significado especial. “Foi um Carnaval diferente. Aproveitamos o momento para fazer uma boa ação que vai beneficiar alunos, professores e também os vizinhos aqui do entorno.”
Ao final da manhã, a diferença entre o antes e o depois era visível. O mato alto deu lugar a um pátio limpo, organizado e com melhores condições para a prática esportiva e circulação dos estudantes.





















