
A Praça General Osório foi ponto de encontro para famílias, apoiadores e entidades engajadas na causa. A ação marcou o início do mês de conscientização do autismo, celebrado em 2 de abril, e reforçou a necessidade de que o tema seja discutido durante os 365 dias do ano.
Para Tainara, mãe de Maria Lúcia, autista, a caminhada representa um avanço importante na forma como a sociedade enxerga o tema. “É extremamente importante, porque muitas pessoas ainda não sabem nem o significado do autismo. Hoje ver tantas pessoas reunidas é incrível. Antigamente nem se falava sobre isso, e agora a inclusão está tão bonita, tão maravilhosa”, destacou.
Ela também compartilhou os desafios enfrentados pela família até o diagnóstico da filha. “No início nós não sabíamos o que era. A Maria não conseguia se adaptar na escola, chorava muito, e nós como família também sofremos muito sem entender como ajudar. Quando veio o diagnóstico, aos três anos, foi um alívio, porque conseguimos buscar terapias e hoje ela está muito melhor, brinca, tem amigos e participa de momentos como este”, relatou.
Apesar das conquistas, Tainara ressalta que a caminhada diária ainda exige esforço e empatia. “Não é uma tarefa fácil, mas com apoio a gente consegue passar por tudo de uma maneira mais leve”, afirmou. Como mensagem à comunidade, ela reforçou: “Olhem com mais amor e menos julgamento. Às vezes é fácil julgar uma crise sem entender o que está acontecendo. Um pouco de empatia faz toda a diferença”.
A mãe atípica Marta Cristina Grave, também participante do evento, enfatizou o caráter educativo da mobilização. “Essa caminhada é para trazer reflexão, inclusão e respeito.
A presidente da associação TEAMO de Ibirubá, Kátia Barrow, ressaltou que a caminhada já está em sua terceira edição e simboliza uma luta contínua. “A caminhada é um lembrete de que a inclusão precisa acontecer todos os dias. Buscamos políticas públicas e apoio durante o ano inteiro, e esse momento vem para reforçar essa necessidade”, afirmou.
Ela também agradeceu o envolvimento da comunidade. “É muito importante ver escolas, comércios e instituições participando, enfeitando seus espaços de azul. Isso mostra que a causa está ganhando visibilidade, mas precisamos que esse compromisso continue ao longo do ano”, concluiu.





















