21 de Maio, 2024 14h05mAgricultura por Redação Integrada Rádio Cidade de Ibirubá e Jornal O Alto Jacuí

Colheita de Soja no RS: Emater-RS Recomenda Abandono de Lavouras Não Colhidas

Emater de Ibirubá divulga dados da safra local

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater-RS divulgado na quinta-feira (16), a colheita de soja no estado do Rio Grande do Sul alcançou 85%, avançando 7 pontos percentuais na última semana. No entanto, esse número está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que era de 91%, e também inferior à média das últimas cinco safras, que é de 95%.
Prejuízos por Excesso de Chuvas
As chuvas excessivas desde o final de abril causaram grandes prejuízos nas lavouras restantes, que representam 24% da área total de plantio no estado. As perdas nas regiões Centro, Sul e Oeste do Rio Grande do Sul variam entre 20% e 100%, impactando severamente a viabilidade econômica da colheita.
“Os prejuízos serão maiores nas regiões Centro, Sul e Oeste do Rio Grande do Sul, onde grandes extensões ainda não haviam sido colhidas. Diante dessas perdas significativas, os produtores estão acionando o seguro agrícola”, afirma o documento da Emater-RS.
Renegociação de Dívidas
Para os produtores sem seguro agrícola, a alternativa será renegociar dívidas com cerealistas e outros financiadores, postergando a quitação para períodos futuros. A estimativa inicial de produtividade de soja era de 3.329 kg/ha (55,4 sacas por hectare), mas essa projeção deverá ser revisada para baixo devido às perdas nas áreas ainda não colhidas.
Ibirubá Apresenta Números Sólidos
Em meio a esse cenário desafiador, Ibirubá apresentou os números da safra de soja. A produção média foi de 62 sacas por hectare em uma área de 42.300 hectares, totalizando 2.622.600 sacas de soja. Com o preço da saca a R$ 120,00, a receita total estimada é de R$ 314.712.000,00.
Recomendações Finais
Diante da inviabilidade econômica de continuar a colheita em muitas áreas afetadas, a Emater-RS recomenda que os produtores considerem o abandono das lavouras não colhidas. Essa medida é vista como necessária para minimizar prejuízos adicionais e permitir uma melhor gestão dos recursos para a próxima safra.
Informações: Emater Ascar RS e Redação Integrada Jornal o Alto Jacuí e Rádio Cidade 104,9
Fotos\ Gustavo Schweig

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