14 de Julho, 2025 09h07mSegurança por Jardel Schemmer- Repórter Rádio Cidade 104.9

Calor com segurança: bombeiros alertam para riscos e orientam cuidados no inverno

Lareiras ecológicas, redes elétricas sobrecarregadas e velas mal posicionadas podem transformar conforto em tragédia.

IMAGEM ILUSTRATIVA
IMAGEM ILUSTRATIVA

Na semana do Dia do Bombeiro, o comandante do Corpo de Bombeiros de Ibirubá, sargento Ricardo Gastring, fez um alerta contundente sobre os riscos de acidentes domésticos durante o inverno, enfatizando a prevenção de incêndios e dando dicas práticas de segurança para evitar tragédias com aquecedores, fogões e lareiras.

Ao lado do fogão a lenha, com a chaleira estalando no calor do ferro e o cheiro da lenha queimando preenchendo o ambiente, muitos gaúchos encontram no fogo o alívio para os dias gelados de julho. Mas o calor que conforta também pode ameaçar — e é sobre isso que o sargento Ricardo Gastring, comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Ibirubá, quer falar. Em entrevista especial durante a Semana de Prevenção, ele acendeu o alerta: “A maioria dos incêndios começa com a rede elétrica. São pequenos detalhes que passam despercebidos e que podem gerar uma tragédia.”

No mesmo tom em que celebra a homenagem recebida pela corporação no Dia do Bombeiro, Gastring compartilha com preocupação os bastidores das ocorrências atendidas ao longo do ano: “Tivemos princípios de incêndio, alguns em rede elétrica, outros em vegetação, mas felizmente nenhum grande desastre. Isso mostra que a prevenção está funcionando, mas não podemos relaxar.” Segundo ele, a cultura de segurança precisa começar em casa — com tomadas revisadas, equipamentos inspecionados e bom senso ao buscar formas de aquecimento.

Uma das maiores preocupações atuais recai sobre a popularidade das lareiras ecológicas, alimentadas por álcool. “São bonitas, fáceis de encontrar e acessíveis, mas perigosas se mal utilizadas. Reabastecer com a estrutura ainda quente pode causar uma explosão. O álcool é altamente inflamável e, com qualquer caloria residual, entra em ignição espontânea.” O sargento lembra casos recentes: o incêndio em Taquara no último domingo, causado por uma explosão desse tipo de lareira, e o acidente do ex-jogador Lúcio, que teve 20% do corpo queimado ao reabastecer o equipamento.

Gastring não poupa exemplos práticos. “Já vi cano de fogão a lenha preso com sacola plástica. É inacreditável, mas acontece. Tem gente usando tomadas derretidas com aquecedores potentes, sem perceber que isso é uma bomba-relógio. A madeira seca, em contato com o calor, propaga o fogo muito rápido.” Para ele, a chave está na atenção aos sinais: cheiro de plástico queimado, tomadas quentes demais, equipamentos aquecendo mais do que o normal. “O calor e o cheiro são alertas naturais. Sentiu algo estranho, desligue na hora.”

Publicidade

Entre velas acesas para aquecer e cobertores estendidos perto de lareiras improvisadas, as soluções caseiras também entram na lista de alerta. “Velas devem ficar longe de cortinas e móveis. E jamais durma com aquecedor ligado. Um pequeno descuido pode custar uma vida.” O comandante reforça que o Corpo de Bombeiros está à disposição para orientar e atender casos emergenciais, mas lembra que o telefone 193 está em manutenção desde a enchente de 2023. “Estamos atendendo pelo fixo e WhatsApp no 3324-1312. É o novo canal de emergência de Ibirubá.”

Durante a entrevista, o sargento também abordou os avanços da corporação. Um novo veículo de resgate, no valor de R$ 400 mil, já teve licitação concluída e deve ser entregue nos próximos meses, equipado com tecnologia adequada para situações críticas. Por outro lado, um revés deixou marcas: o furto do motor do barco de salvamento. “Foi um golpe duro. Roubaram o motor de 15HP com marcações de Ibirubá. Estamos sem ele hoje, e isso pode fazer falta em situações de resgate aquático.”

Para os comerciantes, Gastring explicou mudanças na legislação. Desde 2022, estabelecimentos com até 200 m² estão isentos de certificado de prevenção, mas continuam obrigados a manter equipamentos de segurança, como extintores e sinalização. “A fiscalização mudou. Hoje, se não estiver adequado, a multa é imediata. Não há mais aviso prévio.”

A entrevista termina com um recado direto, quase um apelo: “Lidou com calor, lidou com fogo, há risco. Não negligencie. Inspecione, troque o que está velho, e, se puder, peça orientação. Estamos aqui para salvar vidas — mas a prevenção ainda é a melhor forma de proteção.”

Publicidade

Notícias relacionadas

Ibirubá celebra 71 anos com grande festa, shows nacionais e programação gratuita para toda a família

O mês de fevereiro será marcado por muitas festividades e comemorações

30 de Janeiro, 2026

Escolinha recua de ida para o PSD e mantém comando do PSB em Ibirubá

O cenário político local teve uma definição importante com a confirmação de que José Dorival Silva da Cruz, o Escolinha, permanecerá na presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

13 de Abril, 2026

Assembleia aprova programa que permite uso de ICMS para bolsas de estudo no RS

“Profissional do Futuro” deve ampliar acesso ao ensino superior e fortalecer universidades comunitárias

13 de Abril, 2026